
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou o ano de 2025 com o maior volume de emendas parlamentares pagas em um único ano na história do Brasil. Ao todo, R$ 31,5 bilhões foram efetivamente liberados para deputados e senadores indicarem obras, serviços e investimentos em estados e municípios.
Os dados constam no Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), do governo federal, e foram compilados por órgãos oficiais e veículos de imprensa especializados em orçamento público.
O que são as emendas parlamentares
As emendas parlamentares são recursos incluídos no Orçamento da União por deputados e senadores. Elas permitem que parlamentares direcionem verbas para áreas como saúde, infraestrutura, educação e assistência social em suas bases eleitorais.
Essas emendas se dividem em:
- Emendas impositivas – de execução obrigatória pelo governo;
- Emendas discricionárias – cujo pagamento depende de decisão do Executivo.
Como foi distribuído o valor em 2025
Do total de R$ 31,5 bilhões pagos:
- Cerca de R$ 19,9 bilhões corresponderam a emendas individuais;
- Aproximadamente R$ 6,3 bilhões foram destinados a emendas de bancada estadual;
- As emendas de comissão tiveram execução parcial, com percentual menor de pagamento.
O valor representa cerca de 67% das emendas empenhadas ao longo do ano, que somaram aproximadamente R$ 47 bilhões.
Contexto político e debate público
O pagamento recorde ocorre em um cenário de forte protagonismo do Congresso Nacional na definição do orçamento, prática que se intensificou nos últimos anos. Especialistas apontam que o volume elevado de emendas fortalece a articulação política entre Executivo e Legislativo, mas também gera questionamentos sobre transparência, critérios de prioridade e controle do gasto público.
Projeção para 2026
A tendência de crescimento deve continuar. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares, valor ainda superior ao executado em 2025, em um ano marcado por eleições gerais.
O tema segue no centro do debate nacional, especialmente diante dos desafios fiscais e da necessidade de equilíbrio das contas públicas.

